A história da oratória: do passado aos dias de hoje

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Oratória

Mesmo nos dias de hoje, em que a sociedade moderna conta com os mais diversos recursos para transmitir mensagens e ideias, a capacidade de falar bem em público pode ser ainda mais importante para que um indivíduo conquiste seu destaque.

É por essa razão que os ensinamentos sobre oratória e retórica perpassaram os séculos e se mantêm vitais e atuais para quem precisa e deseja cativar sua plateia através de um discurso bem elaborado. Conheça um pouco da história da oratória e sua importância para o desenvolvimento da sociedade.

Do século V a.C. aos dias de hoje

Estudiosos concordam que a oratória tem sua “data oficial de criação”. O primeiro “manual de retórica” de que se tem registro foi produzido no século V a.C., em Saracusa, na Sicília (que hoje faz parte da Itália, mas na época fazia parte da Grécia). Foram dois gregos, Tísias e Córax, os autores do manual e os primeiros a ensinar o uso da oratória de maneira profissional.

Com o passar dos anos, (e dos séculos), foi o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.) quem deu o maior impulso para o estudo e o desenvolvimento da oratória em sua obra Retórica, profundamente estudada até os dias de hoje.

Na antiguidade, a oratória era uma ferramenta à disposição apenas aos cidadãos de destaque, ricos e influentes nas decisões políticas de sua sociedade. Contudo, ao decorrer dos anos, essa visão mudou, e a arte de falar bem passou a ser vista como uma habilidade ao alcance de qualquer pessoa que pudesse desenvolvê-la.

Dessa forma, novas técnicas para o desenvolvimento de um bom discurso foram sendo incorporadas à prática da oratória. Na idade média, foram adicionados os cuidados com a dicção, entonação, tom da voz e até gestos para fortalecer o discurso de um orador.

Hoje, atualizado, o curso de oratória moderno não abre mão de algumas bases clássicas do bom discurso, mas possibilita que tudo ocorra da forma mais objetiva e natural possível, permitindo que qualquer pessoa possa desenvolver, praticar e atingir um alto nível em sua fala.

Isso tudo porque a oratória moderna teve de se adaptar à novas realidades tornar-se mais democrática. Hoje, um orador deve levar em conta não só o que ele tem a dizer, mas quem é o público a quem o discurso é direcionado.

Assim, a mistura do antigo e do novo na oratória permite que a sabedoria milenar e os avanços nos relacionamentos humanos caminhem lado a lado na preparação de um orador de sucesso. Como diziam os antigos gregos: “fala-me para que eu te veja”.

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