Autodidata e Leitura Rápida.

Tempo de leitura: 5 minutos

Técnicas dinâmicas para aprender, desaprender e reaprender, tais como a leitura rápida, dão suporte aos acadêmicos e profissionais da Quarta Onda Revolucionária Humana – Inteligência.

Leitura dinâmica, técnicas de memória
autodidatas e os neurônios

A disrupção está na essência da Quarta Onda Revolucionária Humana – Inteligência.

Bem vindo à era na qual a habilidade para aprender sobrepõe ao próprio conhecimento.

Segundo o World Economic Forum de 2016, estas serão as top 10 profissões para 2020:
1 . Complex Problem Solving – Solução de Problemas Complexos
2 . Critical Thinking – Pensamento Crítico
3 . Criativity – Criatividade
4 . People Management – Gestão de Pessoas
5 . Coordenating Withs Other – Coordenando com os Outros
6 . Emotional Intelligence – Inteligência Emocional
7 . Judjment and Decision Making – Julgamento e Tomada de Decisão
8 . Service Orientation – Orientação de Serviços
9 . Negotiation – Negociação
10 . Cognitive Flexibility – Flexibilidade Cognitiva.

Todas as top 10 profissões, sem exceção, supõem profissionais com habilidade para aprender. Instituições de ensino tradicionais, centradas em quem ensina, formam profissionais passivos em seus contextos profissionais.

Somente os profissionais que entendem e valorizam a afirmação: “Educação formal vai te dar o suficiente para sobreviver. Auto-educação vai te dar uma fortuna” de Jim Rahn, serão os autodidatas, desenvolveraõ a leitura rápida e criarão a sua própria realidade profissional. A humanidade passou ao longo de sua história por 4 Ondas Revolucionárias que caracterizaram seu processo evolutivo:

  • Primeira onda – Agrícola
  • Segunda Onda – Industrial
  • Terceira Onda – Conhecimento
  • Quarta Onda – Inteligência.

Primeira Onda: Agrícola

  • tecnologia dominante – arado/animal
  • recurso estratégico – terra
  • formas de poder – força física
  • cultura/informação – oral/manuscritos
onda agrícola
agrícola-primeira onda

A relação trabalho e aprendizagem nessa primeira onda – agrícola se restringe aos donos das terras e a uma restrita elite pensante.

Teve seu auge com os gregos: Sócrates com o seu método elenkhós – sua dialética ao vivo = investigação conjunta (método da refutação).

Ao longo da Idade Média e Idade Moderna a Igreja, os senhores Feudais e os chefes dos Estados eram os detentores das informações e manipulavam o processo ensino/aprendizagem que, em sua essência, era totalmente passivo.

Segunda Onda: Industrial

  • tecnologia dominante – máquinas
  • recurso estratégico – capital
  • formas de poder – dinheiro
  • cultura/informação – imprensa, livros, rádio
autodidata, leitura dinâmica
onda industrial
  • contexto histórico – o crescente poder da burguesia – centrada na força de trabalho dos artesãos nas oficinas – dá lugar à manufatura; em 1758 com o surgimento da máquina a vapor a manufatura é substituída pela indústria.
  • ensino/aprendizagem – mão de obra desprovida de informação e focada na produção em série nas 14 à 16 horas diárias;
  • estudar era restrito à burguesia e donos das industrias;
  • processo ensino-aprendizagem era  essencialmente repetitivo e passivo. Objetivo da aprendizagem era prioritariamente adaptar-se às exigências profissionais.

Terceira Onda: Conhecimento

  • tecnologia dominante – computador
  • recurso estratégico – conhecimento
  • formas de poder – conhecimento
  • cultura/informações – computadores, internet, realidade virtual
Autodidata, leitura dinâmica
onda conhecimento
  • o processo ensino/aprendizagem – centrado nas instituições de ensino aparelhadas para atender às demandas das exigências do mercado de trabalho – trabalhar em equipe e relativa autonomia em tomar decisões (atender demandas por qualificação profissional) – atitude passiva utilitarista.
  • Porém, já é visível a necessidade de preparar o profissional para ter atitude transformadora. Embora na aprendizagem a atitude seja passiva/repetitiva, a dinâmica no mercado de trabalho já começa a incorporar uma incipiente atitude ativa (transformadora) e os profissionais mais arrojados busca leitura rápida.

Quarta Onda – Inteligência

A ordem agora é: aprender, desaprender e reaprender. O contexto predominantemente disruptivo relativiza as informações e o conhecimento. Habilidade para aprender se sobrepõe ao próprio conhecimento acumulado.

Acadêmicos e profissionais da Quarta Onda – Inteligência focam na habilidade de pensar, inovar, minimizar erros, maximizar acertos e entender como o cérebro aprende.

A incerteza das perguntas tornou-se muito mais relevante do que a certeza das respostas.

A habilidade de solucionar, de questionar, forjar a realidade será cada vez mais relevante do que os diplomas com assinaturas de faculdades renomadas.

A aprendizagem deixou de ser evolucionária(linear) e passou a ser revolucionária(disruptiva).

  • tecnologia dominante – inteligência artificial
  • recurso estratégico – capacidade de aprender
  • formas de poder – plataformas virtuais habilidade criar novas realidades
  • cultura/informações – internet 2.0
Autodidata, leitura dinâmica
quarta onda inteligência
  • ensino/aprendizagem – centrado em quem aprende.
    Trata-se da construção do conhecimento (aprender a aprender = inteligência), não mais a mera absorção e retenção das informações.
  • Na web 2.0 o professor é um dos referenciais das informações. As plataformas virtuais tornam a aprendizagem interativa (ativa): teleconferências, videoaulas, chats, blogs, teleaulas, e-mails, twitter, fóruns de discussão, skype, wikis.
  • Saímos do pensamento linear (causa e efeito) para o pensamento interativo (partilhado e sistêmico).
  • Na aprendizagem centrada em quem aprende (aprendizagem do autodidata) os professores são facilitadores, mediadores, coach.

Somente agora, no início do terceiro milênio, é que percebemos a relevância da frase do filósofo e estadista Francis Bacon que viveu entre os séculos XV e XVI: “O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las.” Leitura rápida passa a ser extremamente relevante.

Pessoas que mudam a história sempre são disruptivos e autodidatas. Os PCs estão na base da aprendizagem virtual. Veja o que diz Bill Gates: “A leitura é ainda a principal forma que eu aprendo tantas coisas novas e testo o meu conhecimento”. (New York Times)

No contexto acadêmico e profissional atual em que as informações estão disponíveis nas múltiplas plataformas virtuais, o foco das instituições de ensino, cursos e coach, precisa migrar da sistematização das informações para o treinamento da capacidade de aprender e para a habilidade de gerar transformações.

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